Consumismo infantil. 5 erros para evitar

Toda criança tem uma fase que pede tudo que vê pela frente. E existe um mercado totalmente voltado para consumismo infantil, tendo em vista que os pequenos são mais vulneráveis do que os adultos em relação às mensagens de consumo. Saber lidar com esse cenário é melhor do que tentar fugir. Ao se render aos apelos de compras os pais estão contribuindo negativamente para tornar a criança um adulto consumista e pouco preparado para lidar com frustrações. Então o que fazer? Vem com o papelada, vamos mostrar alguns  erros que você deve evitar na hora de lidar com o consumismo infantil.

O Dia das Crianças mal passou e você já deve ter ouvido seu filho fazendo os pedidos para o Papai Noel. Não é de hoje que os apelos comerciais são pesados em cima das crianças. Alguns países como Inglaterra, Alemanha, Estados Unidos e a nossa vizinha Argentina já possuem leis que restringem a publicidade infantil.  Aqui no Brasil há projetos em tramitação com foco no setor alimentício. Por enquanto, basta colocar em algum canal infantil para ser bombardeado por vários minutos de comerciais. Até mesmo o conteúdo vindo de outras plataformas como o Youtube, por exemplo, vem precedido de propaganda.

A influência não vem só daí. A escola, os amiguinhos, os personagens prediletos e, é claro, o comportamento dos pais também incentivam o consumismo infantil e influenciam os inúmeros pedidos das crianças (lembram da recente onda dos hand spinner?)

É impossível fugir dessas situações. Mas é importante que os pais funcionem como uma espécie de filtro e saibam lidar com o consumismo infantil, aproveitando as ocasiões e os pedidos para ensinar os filhos a controlar suas vontades e entender o real valor das coisas.

Evite cometer esses erros:

# Dar presentes a todo momento

A cada saída seu filho volta para casa com um presente? Luz vermelha piscando! Priorize a experiência e o tempo que você está passando ao lado da sua cria. Se você estiver em algum ambiente com muitos apelos de consumismo infantil como um parque de diversão ou shopping, ajude seu filho a escolher apenas um item e não saia comprando tudo.

Agora se o passeio for num parque, para que comprar aquela bola ou carrinho, normalmente de qualidade duvidosa, que facilmente será esquecido em algum canto da casa? Comece desde cedo a explicar o conceito de que as posses não necessariamente nos fazem felizes.

# Privar seu filho de situações frustrantes

Para alguns pais, os filhos têm que ser felizes 100% do tempo. Mas se você tem mais de 30 anos, vai se lembrar que recebeu muitos nãos ao longo de sua infância, não é mesmo?

Esse mecanismo é muito comum e é uma tentativa dos pais de dar aos filhos algo que não tiveram quando criança. Com essa atitude os pais diminuem a capacidade dos filhos de lidar com situações frustrantes ao longo de suas vidas. Saiba dizer não. Dói às vezes, mas é necessário para que elas desenvolvam o senso crítico e a resiliência (palavra da moda no atual mundo do trabalho, aliás).  

# Proibir as crianças de assistir TV ou ir ao mercado

Pode parecer estranho, mas as crianças podem sim passar algum tempo vendo TV (não o dia inteiro, né?) e devem acompanhar os pais ao supermercado.

Privá-las dessas experiências não ajuda a lidar com o consumismo infantil. Em algum momento da vida, elas serão expostas a propagandas e embalagens coloridas. Então que seja sob a supervisão dos pais, que devem orientá-las sobre como fazer escolhas conscientes.

# Não falar sobre dinheiro com crianças

Novamente, é melhor que os filhos saibam sobre determinados assuntos pelos pais. E dinheiro é um deles. A semanada ou mesada são oportunidades para esse papo. Ajude seu filho a entender o valor do dinheiro, o esforço para receber a quantia. Nesse artigo a gente falou sobre mesada educativa.

# Não seja, você, um pai ou uma mãe consumista

Parece óbvio, mas não adianta falar uma coisa e fazer outra. O ambiente em que vivem e os exemplos dos pais são fundamentais para barrar o consumismo infantil. Por isso mesmo, pense em um jeito bacana de passar as mensagens corretas. Não precisa ser durona, ou durão, tem de fazer sentido para a criança.

O canal de TV fechada GNT tem exibido um programa chamado Desengaveta, que pode servir de inspiração. A Apresentadora Fernanda Paes Leme visita celebridades com a missão de tirar do armário roupas e acessórios que não são mais usados. Depois, esses objetos vão para uma lojinha virtual e toda renda arrecadada é doada para uma instituição que faça trabalho social. Recentemente, o programa visitou a atriz e apresentadora Fernanda Rodrigues, que colocou sua filha Laura na roda. Que tal fazer uma versão em família?

Achamos importante finalizar esse artigo lembrando que educar significa repetir a mesmas coisas várias vezes. Então não hesite em aplicar as dicas acima quantas vezes achar necessário. Paciência é fundamental para não se deixar levar pela correnteza do consumismo. Infantil e de gente grande 😉