Preservar recursos: let’s?!

Dar exemplos de atitudes e conscientizar os filhos sobre a importância de poupar e preservar recursos é uma preocupação cada vez mais comum entre as famílias. Entram no bolo quesitos financeiros e naturais, o que ajuda a despertar nas crianças a consciência de que no fundo tudo está interligado. O papelada está atento a esse movimento e separou aqui alguns exemplos de como chamar a atenção dos pequenos para a importância de preservar recursos de qualquer natureza.

Transforme o banho em uma corrida

Um banho de 15 minutos pode gastar de 135 litros ou 243 litros de água, dependendo da vazão do chuveiro da casa casa ou apartamento. As crianças devem ser informadas sobre esse números, porém, dependendo da idade ainda não serão capazes de dimensionar a quantidade de água que pode ser desperdiçada em um simples banho.

Uma forma de envolvê-las é transformar o banho numa corrida. Ganha quem tomar o banho mais rápido e não pular nenhuma etapa da limpeza, é claro. Ah! Os adultos da casa devem entrar na brincadeira também.

Cuidado para não deixar de lado o discurso sobre o porquê devemos preservar os recursos da natureza, nesse caso a água. Se essa conscientização não for bem trabalhada, a brincadeira não vai se tornar um hábito e assim que perder a graça a economia esperada vai por água abaixo, literalmente.

Reutilizar antes de reciclar

Há um estágio que antecede a reciclagem: a reutilização. Reciclar é importante, mas também consome recursos financeiros e naturais. Sendo assim, uma maneira de ensinar aos pequenos como preservar recursos é mostrar como podemos aumentar a vida útil de alguns itens. Qualquer potinho que serviu para armazenar achocolatado ou manteiga pode ser reaproveitado para organizar peças pequenas de brinquedos, por exemplo. Use a imaginação para customizar a embalagem , criar rótulos divertidos.

No mercado, que tal cada membro da família ter a sua própria bolsa para carregar as compras, evitando assim o uso da sacola plástica? São pequenos atos diários que vão fazer a diferença ao longo do tempo de aprendizado.

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Respeitar o valor das coisas

Em tempo de consumismo desenfreado, ensinar o valor das coisas para as crianças é um desafio. Ainda mais quando os próprios adultos são os que mais caem na armadilha do consumo fácil.

É muito comum que aquele brinquedo caro fique logo de canto.  A rápida substituição de algo que foi mal preservado também deve ser evitada – vale para mochila escolar, tênis ou roupas.  

É importante mostrar que além do custo financeiro de cada objeto, há também o tempo que os pais trabalharam para acumular dinheiro para comprar algo, além dos materiais usados na fabricação (plástico, metal, a gasolina do caminhão que levou o produto até a loja).

Conforme a criança vai crescendo, consegue ampliar a noção de todo esse ciclo.

Algumas atitudes como guardar alguns brinquedos e resgatá-los meses depois (isso dará a impressão de novos!) ou ainda, reaproveitar lápis de cor e canetinhas por mais de um ano letivo, podem ser úteis nesse sentido.

Ensine a prosperar e não acumular

Como já foi mencionado, as tentações do consumo são muitas. No entanto, é importante ensinar as crianças que ser próspero não significa necessariamente possuir, ou melhor, acumular muitas coisas.

Essa atitude está totalmente ligada com o ato de preservar recursos financeiros e naturais.

O jovem precisa desenvolver a noção de que quanto mais dinheiro gastamos com aquilo que não precisamos de fato (compras por impulso, por exemplo), menos teremos para alcançar nossos objetivos (uma viagem em família, um passeio, uma nova casa) e mais recursos da natureza serão desperdiçados (aquele brinquedo que fez sucesso só na primeira semana não seria um exemplo?).

Hábitos saudáveis

Ter hábitos saudáveis não faz bem só para o corpo. Também ajuda na saúde financeira e na preservação do meio ambiente. Quer saber como? De preferência aos alimentos frescos e frutas de época em vez de prontos e enlatados. São mais saudáveis e baratos.

Se for possível e seguro, leve as crianças a pé quando o trajeto for curto. A escola, a casa dos avós ou de amigos podem se tornar uma chance de exercitar as pernas e deixar o carro na garagem, consumindo assim menos combustível.

Mas lembre-se: preservar recursos não significa criar um sentimento de culpa ou avareza cada vez que tiver que usar dinheiro, água, luz, transporte, etc. A ideia é desenvolver a consciência de que as atitudes estão inseridas num ciclo de consumo e que se usarmos com inteligência e sem desperdício os recursos disponíveis, podemos fazer nossa parte na preservação do meio ambiente e como consequência teremos uma vida financeira equilibrada. Faz sentido?