Futuro dos filhos: Previdência Privada ou Tesouro Direto?

Para garantir a segurança financeira dos filhos no futuro, algumas famílias contratam um plano de previdência privada assim que os pequenos chegam ao mundo. No entanto, há também aqueles que estão optando por outros investimentos, como Tesouro Direto, por exemplo. O objetivo dos familiares é o mesmo: custear estudos, viagens e outros gastos quando os filhos atingirem a fase adulta. Se você tem filhos e ainda está em dúvida sobre como fazer isso, o papelada te ajuda.  Conheça as características da previdência privada e do tesouro direto, antes de fazer a sua escolha.

PREVIDÊNCIA PRIVADA

A previdência privada ainda é o primeiro nome que vem à cabeça quando se trata de garantir o futuro, seja para a aposentadoria ou para o custeio de despesas do filhos em idade universitária. O plano de previdência para crianças funciona como qualquer outro, com a diferença que o resgate é feito quando o beneficiário atinge 18 ou 21 anos. A diversidade de ofertas e a fácil contratação são atrativos para quem não entende muito de finanças, mas sabe da importância de poupar.

  • Para quem é indicada?

A previdência privada é uma boa opção se você é do tipo que não pretende se aprofundar muito no mundo dos investimentos e não tem disciplina para acompanhar a volatilidade e os rendimentos de um investimento. Num plano de previdência, o banco ou instituição financeira cuida disso para você, destinando o aporte mensal a fundos que garantam a rentabilidade contratada.

  • Quanto custa?

É claro que para isso são cobradas taxas de administração e de carregamento que variam conforme a instituição financeira. É muito importante ficar atento para que esses percentuais não “comam” uma boa parte da rentabilidade do plano.

  • PGBL ou VGBL?

Toda vez que se ouve falar de previdência privada essas siglas aparecem. Elas servem para diferenciar os planos e demonstrar as vantagens tributárias de cada um.

O PGBL – Plano Gerador de Benefício Definido – permite abater as aplicações na declaração anual completa do imposto de renda.

Já o VGBL – Vida Gerador de Benefício Livre – é indicado para quem faz a declaração simples do imposto de renda pois não permite essa dedução.

  • Algumas dicas:
  • Fuja de taxas de administração superiores a 3%.
  • Evite ao máximo resgatar a previdência antes do período determinado. Se você resgatar um plano com 3 anos de investimento apenas pode pagar até 30% de Imposto sobre os rendimentos. Portanto, se aconteceu algum percalço financeiro, tenha a previdência privada como última opção para resgate.
  • Se você já investe num plano de previdência e percebeu que as taxas estão elevadas, não se afobe pedindo o resgate. Você vai ter prejuízo e perderá sua rentabilidade. Pesquise com calma outra instituição e peça a portabilidade. Isso é um direito garantido que todo consumidor tem.
  • Faça o plano já com o CPF de seu filho ou coloque ele como principal beneficiário. Não apenas para fins legais, mas há um componente psicológico importante para a família quando o investimento é feito nominalmente aos filhos.

 

TESOURO DIRETO

O Tesouro Direto se tornou muito popular nos últimos anos e atraiu a atenção de investidores experientes e iniciantes pela segurança e rentabilidade que os títulos oferecem. Como os títulos têm vencimentos em datas bem distantes como 2050, por exemplo, muitas pessoas estão usando o Tesouro com os mesmos fins da previdência privada.

Esse investimento funciona da seguinte forma: para captar recursos financeiros com objetivo de investir em projetos de desenvolvimento e infraestrutura o Governo emite esses títulos e toma o dinheiro emprestado dos investidores em troca de rentabilidade.

A cota inicial de investimento inicia em R$ 30,00, um estímulo para quem quer começar a poupar mas ainda não dispõe de grandes quantias. Visando resgatar a quantia próximo da data em que seu filho completará 18 anos, você pode escolher títulos com vencimentos mais longos.

  • Para quem é indicado?

Se na previdência privada os pais não precisam acompanhar diretamente a evolução do plano, os títulos públicos exigem mais atenção quanto à flutuação da rentabilidade, vencimentos e recompras de títulos vencidos. É preciso também programar mensalmente os aportes mensais, diferente da maioria dos planos de previdência que já debitam o valor mensalmente da conta corrente. Sendo assim, o Tesouro Direto é indicado para quem se dispõe a fazer esse acompanhamento.

  • Como investir?

O cadastro é feito pela plataforma de negociação online do Tesouro Direto .

Após o cadastro, é preciso escolher uma instituição financeira ligada ao Tesouro, também chamada de agente de custódia, para intermediar as transações. Mas as aplicações podem ser feitas no próprio site do tesouro.

  • Que títulos comprar?

Para orientar o investidor a escolher o título mais adequado ao seu perfil o site do Tesouro disponibiliza tutoriais em vídeo. Os títulos podem ser:

  • pré-fixados, com rentabilidade é previsível desde o momento da compra
  • pós-fixados, que oferecem a rentabilidade contratada mais o percentual de algum índice financeiro, que pode ser a taxa SELIC ou IPCA

Lembre que seu objetivo é de longo prazo no momento de escolher os papéis em que vai investir.

Algumas dicas:

  • Conheça os títulos antes de sair comprando. Alguns papéis sofrem mais com as oscilações do mercado, taxa de juros. etc. Então fique atento para não adquirir um título que possar sofrer grandes depreciações ao longo dos anos. Isso pode comprometer o seu objetivo de garantir um futuro financeiro para seu filho.
  • São cobradas duas taxas para investir nos títulos públicos. A taxa de custódia de 0,3% ao ano sobre o valor dos títulos cobrada pela BM&FBOVESPA referente à guarda, movimentação e disponibilização de informações sobre saldos.  A outra é a taxa de administração cobrada pela instituições financeiras. Antes de começar a investir veja no site do Tesouro as taxas cobradas por cada instituição.

Bom, agora está tudo aí. É só escolher e começar a poupar. É com você 😉