Consórcio: conheça seus prós e contras

Consórcio de carro ou imóvel pode ser uma boa opção para quem não tem pressa

Fazer um consórcio é uma das alternativas encontradas pelos brasileiros para fugir dos juros que continuam nas alturas mesmo com a queda da Selic.

Mas antes de falar sobre os prós e contras desta modalidade, vamos ao básico: consórcio nada mais é do que um grupo de pessoas com um desejo de investimento comum. Pode ser um imóvel, um carro, ou até mesmo serviços – como reforma de casa ou cirurgias plásticas.

Funciona assim: o tal grupo faz depósitos mensais em uma conta por um determinado tempo e, depois, com o dinheiro acumulado, as pessoas recebem uma carta de crédito que dá direito de adquirir o bem ou serviço.

Para ter acesso a esta carta de crédito antes do final do contrato é preciso ser sorteado ou fazer um lance. A primeira opção é pura sorte! Já na segunda, ocorre um leilão: quem der o maior lance, leva.

Parece simples, certo? Mas investir em consórcio requer alguns cuidados e, por isso, a seguir destacamos seus prós e contras.

Prós

Reeducação financeira forçada

Se você não tem disciplina para planejar a compra de um bem e poupar seu dinheiro para adquiri-lo a vista, o consórcio pode te ajudar.

Ao comprar cotas de um consórcio, você se obriga a poupar – pagando a mensalidade dele – o que inicia um processo de “reeducação financeira”, deixando de lado a gratificação instantânea tão nociva a nossa saúde financeira.

Quem sabe depois dessa experiência, você não consiga poupar e fazer seu dinheiro trabalhar por você?

Menos juros, por favor

Como falamos no início do texto, fazer consórcio virou alternativa para fugir dos juros altos.

Se tomarmos como exemplo o financiamento do valor de R$ 30.000 por 30 meses com juros de 2% ao mês, teremos gastado ao final do período um valor de R$ 54.300.

Já com o consórcio, levando em conta uma taxa de administração de 20% mais inflação de 5% ao ano, chegaríamos ao final do período de 30 meses com o valor de R$ 39.700, ou seja, uma economia de R$ 14.600.

Contras

A espera de um milagre

A duração média de um consórcio é de 5 anos – 12 para os de imóveis. Ou seja, há que se praticar a paciência.

Quem entra em consórcio achando que será sorteado logo ou que tem dinheiro para dar um lance vencedor, pode se ver frustrado rapidamente.

Então ao entrar nessa, tenha plena consciência de que a maioria dos cotistas só consegue ter acesso ao bem no final do período de investimento.

Só ganha do financiamento

O único comparativo que o consórcio ganha é com o financiamento.

Para comprar um bem, qualquer que seja, pagar a vista ainda é a melhor opção.

Agora se você não quer comprar nada, mas pensa em entrar num consórcio como forma de investimento, esqueça!

Os administradores de consórcio não costumam aplicar bem o dinheiro e o rendimento fica abaixo da taxa básica de juros (Selic).

Muito além de conhecer os prós e contras de um consórcio, o importante avaliar exatamente o que se espera dele e quais são os seus objetivos.

A verdade é que o remédio que funcionou para seu vizinho pode não ser tão eficaz para você, então consultar um especialista em investimento pode ajudar na hora de tomar uma decisão.