Pagar à vista ou parcelado? O que vale mais a pena?

Quem nunca ouviu na boca do caixa a pergunta tentadora? Quer pagar à vista ou parcelado? Na farmácia, na loja de departamento, no pagamento de tributos, o parcelamento ficou mais viável tanto para os estabelecimentos como para consumidores. E com a taxa básica de juros em queda, os juros para parcelamento também tendem a cair. Mas calma, mesmo diante desse cenário é importante saber avaliar quando pagar à vista ou parcelado, evitando algumas pegadinhas. O papelada vai mostrar neste artigo os elementos que você deve considerar na hora de tomar a decisão.

A Taxa Selic, ou simplesmente taxa básica de juros, é um índice utilizado pelo Banco Central para influenciar no ambiente econômico do país. Os altos e baixos da Selic afetam toda a economia. E pelo nono mês consecutivo, em outubro de 2017, a taxa caiu chegando a 7,5% ao ano, menor nível desde abril de 2013.

Mas você deve estar se perguntando o que isso tem a ver com comprar à vista ou parcelado? Com a redução da Selic o valor do dinheiro cai e o crédito fica mais barato, ou seja, juros menores em parcelas. Se você quiser se aprofundar na lógica dos juros, dá uma lida nesse texto aqui

Mas voltando a nossa questão: à vista ou parcelado?

 

Prefira pagar à vista quando…

Se for oferecido algum desconto e você tiver o dinheiro para pagar à vista, siga em frente.

Mas o desconto tem de valer a pena. Muitas vezes é oferecido aquele “descontinho”, o famoso “para inglês ver”. Nessa hora pense friamente e faça os cálculos.

Imagine que você vai comprar uma TV que custa:

R$ 2000 à vista

ou

6 parcelas de R$ 345

A taxa de juros desse parcelamento é de 0,99%. Você pode fazer essa conta rapidinho na calculadora online de juros do Banco Central.

Então pare e pense, se você tem R$ 2000 investido em alguma aplicação que ofereça um rendimento mensal abaixo de 0,99% (os juros da parcela) o pagamento à vista é uma boa opção pois o ganho deixando o dinheiro investido será menor do que pagaria na parcela.

Pague também à vista aquelas compras do dia a dia, recorrentes, que vive faz todo mês. Pagar à vista ajuda a manter o controle financeiro já que o dinheiro sai da conta ou da carteira imediatamente.

 

Parcelar vale a pena quando…

Se não houver negociação no momento da compra e o desconto não foi concedido ou ficou abaixo do esperado, opte pelo pagamento parcelado. A verdade é que não existe parcelamento sem juros e esse valor já está embutido no preço total.

Para fazer o dinheiro trabalhar a seu favor, especialistas em finanças recomendam investir o valor que não foi usado no pagamento à vista e, é claro, se programar para pagar as parcelas sem comprometer o orçamento.

Agora, se você parcelou uma compra inadiável por não ter o dinheiro para pagar à vista, fique muito atento para não desequilibrar as finanças.

 

Mas, atenção…

Para as compras de valor mais elevado evite usar toda sua reserva financeira para pagar à vista, mesmo com desconto. Manter um valor reservado para emergências é uma regra de ouro.

Também calcule com atenção os encargos e impostos quando for resgatar de seus rendimentos a quantia para o pagar algo à vista. Tenha certeza que o valor do desconto supera essas taxas, do contrário, opte pelo parcelamento e mantenha o valor investido.

Outro cuidado é não acumular parcelas de várias compras, se iludindo com o baixo valor delas. Quando somadas as parcelas podem se tornar uma bola de neve no cartão de crédito, comprometendo o orçamento. E a fatura é uma conta que jamais deve ser parcelada pois os juros ultrapassam 10% ao mês e 200% ao ano.

Depois de todas essas dicas vamos fazer aquela provocação final 😉

Tirando as contas que são inadiáveis e os impostos, sempre que for adquirir algo pense:

Eu realmente preciso disso?

Isso vai me trazer um benefício real?

Eu posso pagar por isso?

Essas perguntas vão te ajudar e a ter uma relação de consumo mais consciente, sem comprometer seu orçamento. Pagando à vista ou parcelado.