COMO PROTEGER CELULARES: VEJA ALGUMAS DICAS

Recentemente, mostramos por que pagar contas pelo celular é mais seguro. Para relembrar, basta consultar as informações aqui. Agora, vamos falar sobre como proteger celulares, com o intuito de evitar possíveis ataques a nossos dados e informações.

Não é raro quem use a mesma senha para emails e sites de compras. Ou, ainda, utilize os mesmos caracteres para todos os seus aplicativos. O argumento que leva a esse comportamento é quase sempre algo como “não aguento mais tantas senhas”. É aí que mora o perigo! Passamos a banalizar o acesso a nossos dados e dispositivos.

O aparelho móvel pode ser a porta de entrada para todos os nossos dados, pois temos ali, como costumamos dizer, a vida na palma da mão. Pelo celular, uma pessoa mal-intencionada pode entrar no email, postar fotos no Facebook, capturar informações de aplicativos ou ainda ter acessos a dados salvos na nuvem que estejam conectados ao login e senha do seu email. Já pensou na dor de cabeça?

O primeiro passo parece óbvio: investir numa senha forte que deve ser trocada periodicamente, pensando sempre na melhor possibilidade. Para quem usa Android, em uma busca rápida, é fácil encontrar as senhas deslizantes mais usadas e, naturalmente, mais fraudadas. Então, evite-as.

No caso do iPhone, nas versões anteriores à 5S, que não oferecem desbloqueio através da impressão digital do usuário, lembre que é possível optar pela codificação com letras e números em vez do código PIN, só com algarismos. Depois, vale pensar na ativação da autodestruição dos dados após um certo número de tentativas. Com isso, os ladrões podem até levar o aparelho, mas não terão qualquer acesso a fotos, arquivos e senhas.

Além das intervenções que requerem ter o celular em mãos, é preciso prestar atenção nas possibilidades de invasão remota. Como elas acontecem? Sabe o wi-fi do shopping, da cafeteria e todas as outras redes desprotegidas? Elas podem ser armadilhas, pois hackers as utilizam para invadir celulares e computadores. Ainda pensando nos crimes virtuais, vale lembrar de deixar o bluetooth desligado. Além de possibilitar economia de bateria, dificulta a invasão.

Agora vamos falar de aplicativos e links suspeitos. No caso dos apps, é necessário se cercar de alguns cuidados, tais como conferir o número de downloads e os comentários dos usuários. Essas informações ajudam a identificar uma possível fraude. Se, ainda assim, a dúvida persistir vale a pena procurar referências externas em sites especializados ou nas redes sociais. Outro ponto importante é manter os apps atualizados. Além das melhorias nas funcionalidades e correção de bugs, os desenvolvedores também lançam novas versões que tenham corrigido eventuais falhas de segurança.

No caso dos links enviados por SMS é fundamental ficar de olho naqueles que vêm de um número de celular desconhecido, com conteúdo irrelevante não solicitado ou não autorizado, oferecendo vantagens e prêmios. Uma modalidade mais avançada de golpes a partir do SMS é o SMiShing (phishing enviado por SMS), que induz a vítima a acessar um link para uma página maliciosa que se passa pelo seu banco. Nessa transação, as página vêm com campos de formulário a serem preenchidos com dados sigilosos, como número de agência, de conta, senha, telefone e outras informações.

Vale, ainda, um último lembrete: certifique-se de limpar completamente o seu telefone antigo antes de vendê-lo ou deixá-lo esquecido no fundo de uma gaveta. E também um alerta: os hackers estão sempre se reinventando, por isso é recomendável dar um refresh sempre que possível nas dicas sobre como proteger celulares.