Orçamento pessoal: um guia definitivo

Orçamento pessoal precisa ter um objetivo além do financeiro para dar certo

Ter um orçamento pessoal é fundamental para uma vida (financeira) saudável, mas o primeiro erro que se pode cometer é pensar que seu objetivo é apenas financeiro.

Orçamento financeiro é mais do que controlar gastos, é desenhar um plano de vida – no qual o dinheiro é apenas um agente facilitador.

Encarando dessa maneira fica mais fácil começar este processo complexo mas incrivelmente recompensador.

E para ajudar nesta tarefa, montamos um guia definitivo de todos os passos para ter um orçamento pessoal bem feito e atingir seus objetivos.

Por que ter um orçamento pessoal?

Essa deve ser a primeira questão resolvida antes de iniciar o processo.

Além do que falamos acima, é importante saber que um orçamento pessoal vai te ajudar a ter uma visão clara da sua situação financeira, rever hábitos de consumo, controlar gastos por impulso e desperdícios.

Tudo isso fará com que você consiga planejar seu futuro, tenha uma reserva para emergências, possa aproveitar oportunidades e ainda tenha uma relação mais saudável com dinheiro.

Ou seja, é WIN-WIN que não acaba mais!

Por onde começar?

Agora que você tem uma noção completa de todos estes aspectos, como fazer um orçamento pessoal?

Primeiro, faça um levantamento de suas receitas e despesas.

Receitas é tudo aquilo que você recebe – vale refeição também entra aqui, além de aluguéis, juros de investimentos, etc. Só não se esqueça de anotar os valores líquidos e não considerar limites de cartão de crédito e cheque especial, afinal este dinheiro não é tecnicamente seu e você paga para utilizá-lo.

Despesas é tudo aquilo que você paga e são divididas entre os gastos fixos – aluguel, condomínio, água, luz, gás, etc. – e os variáveis – lazer, alimentação, etc.

Use o papelada para acompanhar seus gastos

Já foi-se o tempo que orçamento pessoal remetia a planilha de excel. Em tempos de mobilidade, nada melhor do que ter a informação na palma da mão, para consultar em qualquer lugar, de maneira descomplicada.

Para isso, basta baixar o app papelada. Com ele, você poderá receber todas as suas contas e pagá-las direto no aplicativo, de cara evitando pagar juros e multas por eventuais atrasos.

Além disso, você terá todas as informações de gastos na palma da mão, classificados por tipo, gerando gráficos super intuitivos. Tudo isso, de maneira simples e clara, com poucos cliques.

Coloque o PDCA para rodar!

Existe uma ferramenta de gestão bastante utilizada no mundo corporativo chamada PDCA – plan, do, check, adjust.

E é exatamente isso que você precisa fazer com o seu orçamento pessoal quando terminar o levantamento de suas receitas e despesas:

PLAN – planeje seus gastos, especialmente os variáveis

DO – coloque em prática seu plano

CHECK – acompanhe mensalmente sua evolução

ADJUST – faça os ajuste necessários de tudo que pode ser melhorado e… repita!

Com essa rotina, você conseguirá se manter na linha e aperfeiçoar seu orçamento pessoal a cada mês.

Gastos variáveis: o vilão que pode se tornar herói

Na fase de ajuste, você pode pensar que os gastos variáveis são o grande vilão da sua vida.

Afinal, o seguro do carro é um gasto fixo, mas pagar a franquia por conta de uma batida, por exemplo, é um daqueles gastos variáveis que dão dor de cabeça e doem no bolso também.

Por outro lado, são eles que dão a maior flexibilidade quando o assunto é economizar.

Se renegociar o aluguel é complicado, fazer ajustes nos gastos com lazer é mais fácil e essas pequenas economias podem trazer grandes resultados.

Precisa de um incentivo?

Fazer tudo isso não é fácil, e mais difícil do que começar é manter-se no orçamento. A tendência é começar com todo gás e ir desanimando – como acontece com a atividade física, sabe?

Para não cair nessa tentação, temos 4 dicas valiosas:

1) Defina um objetivo

Fazer uma viagem? Trocar de carro? Comprar um imóvel?

Pode ser qualquer coisa, desde que condizente com a sua realidade. Ou seja, não adianta definir o objetivo de comprar um imóvel se você está afundado no cheque especial.

Comece com algo mais próximo – neste exemplo, se livrar da dívida – e vá sonhando mais alto a cada novo marco conquistado.

2) Defina um prazo

De nada adianta ter um objetivo se você não tem hora para chegar lá.

Sem um prazo, você pode acabar empurrando com a barriga e perdendo o propósito de fazer um orçamento pessoal.

Então, defina um prazo – também factível – para conquistar seu objetivo e siga em frente.

3) Defina um valor

Quanto você precisa para alcançar seu objetivo?

Se ele for uma viagem, faça as contas de quanto ela vai te custar. Quantificar sua meta é essencial para acompanhar evolução dela.

4) Faça um plano

Será que só cortar gastos será suficiente para atingir seu objetivo? Ou será que você precisa descolar uma grana extra? Como você vai fazer isso?

Planejar o que precisa ser feito para atingir um objetivo é o caminho para conquista-lo.

Resumindo, ter um orçamento pessoal precisa ter uma motivação maior do que simplesmente controlar gastos e uma boa dose de disciplina.

Mas os resultados podem aparecer a curto prazo e, no longo, farão todo a diferença na sua vida – financeira e pessoal também.

Então aproveite o início do ano e as nossas dicas e mãos a obra!