A CAIXA DE CORREIO JÁ CABE NO BOLSO!

As cartas já foram o único meio de comunicação da humanidade, e não faz muito tempo. Pela caixa de correio, recebíamos as nossas correspondências, de contas a pagar a cartas de amigos. Hoje, muita coisa mudou. A caixa de correio foi para o bolso: pelo celular, acessamos contas e documentos em aplicativos como o papelada, que dispensa o papel e agiliza a entrega da nossa correspondência em um ambiente virtual e seguro. Vamos acompanhar como se deu essa evolução até os dias de hoje?  

Lembra a última vez que enviou uma carta a alguém? Provavelmente, não.

Hoje, nós nos comunicamos pelo celular, e-mail, WhatsApp, Messenger. Não precisamos mais esperar pelo recebimento da carta do pai querido ou do amor distante.

E se lembra da última conta que recebeu pelo correio? Sim, na semana passada!

Ainda recebemos contas a pagar na caixa de correio, mas isso também está mudando – e rápido! Já podemos acessar contas e documentos na nossa caixa postal digital ou digital mailbox, como mostramos aqui

Em pouco tempo – da descoberta do Brasil aos dias atuais, o que, em termos históricos, é um “soluço” –, transformamos nossos hábitos em função do avanço da tecnologia.

Nossa caixa de correio é testemunha silenciosa desta evolução. Vamos acompanhá-la?

Descobrimento

Na época do descobrimento do Brasil, em 1500, a carta era o único meio de comunicação de longa distância.

Para comunicar a descoberta ao Rei de Portugal, o escrivão Pero Vaz de Caminha não mandou e-mail nem enviou uma mensagem de voz pelo WhatsApp. Ele sentou na cadeira e escreveu uma carta, que foi a navio até Portugal.

Eram as “cartas do mar”, que navegavam oceano afora até seus destinatários na Coroa.

Início do serviço postal

Oficialmente, o serviço postal no Brasil só começou em 1663, quando foi criado o Correio-mor no Rio de Janeiro – a data de sua fundação, 25 de janeiro, é comemorada como Dia do Carteiro.

Nessa época, não existia troca de correspondência no interior do Brasil. O serviço postal restringia-se às cartas do mar entre Brasil e Portugal.

Ou seja, ninguém tinha uma caixa de correio em casa.

Carta a cavalo

A primeira comunicação postal terrestre do Brasil, entre São Paulo e Rio de Janeiro, só ocorreu em 1773.

O serviço postal interno só foi regularizado em 1798, com a criação da primeira agência postal oficial no interior, na cidade de Campos (RJ).

As cartas eram entregues a pé ou a cavalo, por estradas precárias, e demoravam muito para chegar.

Período imperial

O serviço postal se expandiu com a chegada da família real portuguesa, em 1808, ao Brasil. A entrega domiciliar de correspondências começou em 1835, quando também foi instituído o uso de uniforme pelo carteiro, que já trabalhava carregando uma bolsa de cartas a tiracolo.

Há 180 anos, passávamos a receber correspondências em casa, pela caixa de correio.

Cartas também voam

O serviço postal se desenvolveu por todo o país nas décadas seguintes, acompanhando a evolução dos transportes (carros, aviões etc). O primeiro transporte aéreo de um malote com correspondências só ocorreu há menos de um século no Brasil, em 1921.

Em 1971, nossa caixa de correio ganhou uma identificação – um número, denominado Código de Endereçamento Postal, ou CEP. À época, tinha cinco algarismos. Hoje, são oito.

Receber uma carta ou conta na caixa de correio tornava-se mais rápido à medida que o serviço postal se mecanizava e se aperfeiçoava logisticamente.

O futuro no bolso

Com a revolução tecnológica da internet e da telefonia móvel dos últimos 20 anos, as correspondências – seja uma carta ou uma conta a pagar – estão migrando do papel para o digital.

Não trocamos mais cartas, mas sim e-mails e mensagens instantâneas. Podemos baixar o carnê do IPTU na internet…

É fato: a caixa de correio foi para o nosso bolso. Por meio de aplicativos para celular, como o papelada,  criamos gratuitamente nossa caixa postal digital ou digital mailbox. Nela, recebemos nossas contas a pagar, virtuais, diretamente dos emissores. E ainda somos avisados sobre prazos de pagamento e contas não recebidas. Tudo online, em tempo real, sem papel.

Durante 500 anos, as correspondências viajaram a navio, a cavalo, de carro e de avião. E agora, no século 21, elas voltam a “navegar” pelas ondas da internet até o nosso celular, onde está instalada a nossa caixa de correio do futuro.