CONTA DE LUZ: COMO SERÁ NO FUTURO?

Baterias recarregáveis. Geração de energia em casa. Consumidores transformando-se em produtores de eletricidade. Tudo isso está acontecendo perto de nós e vai mudar a forma como consumimos e, sobretudo, pagamos pela energia. Já imaginou como será nossa conta de luz?

Daqui a alguns anos – e não estamos longe disso – vamos gerar energia solar em casa e armazená-la em uma bateria recarregável pendurada na parede da nossa sala de estar. O sol será nosso fornecedor de energia e a bateria, nosso distribuidor. Essa estrutura relativamente simples garantirá nosso consumo de energia. Teremos chances de nos tornamos autossuficientes.

Com isso, não haverá necessidade de conexão à rede elétrica e, quem sabe, poderemos assistir ao fim da conta de luz como a conhecemos hoje.

Elon Musk, fundador da montadora norte-americana Tesla – aquela mesma que produz e vende carros elétricos nos Estados Unidos – está investindo pesado neste cenário futurista da energia. Ele lançou a Powerwall, a tal bateria que, segundo ele, teremos um dia em nossas residências.

O aparelho, conectado ao conjunto de placas fotovoltaicas instalado no entorno da nossa casa, acumula a energia solar gerada ao longo do dia e a disponibiliza nos horários de pico para nosso consumo. Ainda podemos jogar o excedente de energia, se houver, na rede elétrica, rendendo créditos junto à distribuidora e uma conta de luz mais amigável.

Se a utilização das baterias de íon-lítio de Musk nos parece um sonho distante – e caro, pois cada uma custa cerca de 3.500 dólares –, o fato é que nossa relação com a energia está se transformando rapidamente.   

Não somos mais apenas consumidores de energia. A tendência é que passemos também a produzi-la em nossas casas, comércios e indústrias. Isso está mais próximo de nós do que imaginamos.

No Brasil, já estamos aptos e autorizados a gerar nossa própria energia por meio de qualquer fonte renovável, como solar e eólica, por exemplo.

Hoje, o governo define duas categorias para a geração própria de energia, denominada “geração distribuída”:

. Microgeração: quando conseguimos produzir até 75 quilowatts (kW)

. Minigeração: quando conseguimos produzir entre 75 kW e 5 megawatts (mW)

Por exemplo, se instalamos um conjunto de placas fotovoltaicas no telhado da nossa casa, que nos fornece uma potência de 60 kW, então somos microgeradores de energia.

Esta central de geração de energia solar deve estar ligada à rede elétrica. Durante o mês, se produzirmos mais energia do que consumimos, ganhamos créditos que são revertidos em descontos na conta de luz. Sim, ela fica mais barata.

A ANEEL, agência que regula o setor elétrico brasileiro, explica todos os detalhes técnicos da geração distribuída aqui

Benefícios da geração própria de energia

Neste artigo do blog, mostramos que, ao quitarmos a conta de luz, estamos pagando o nosso consumo de energia e também impostos e encargos que são aplicados na operação e expansão de todo o sistema elétrico brasileiro. 

Ou seja, tudo sai do nosso bolso – do investimento feito em uma hidrelétrica até a instalação de torres de transmissão que cortam estados brasileiros.

Ao gerarmos nossa própria eletricidade, reduzimos o valor da conta de luz, o que é bom para nossas finanças, e utilizamos energia limpa e renovável, o que é bom para o meio ambiente.

Também diminuímos a necessidade de investimentos em projetos de geração e transmissão de energia, uma vez que nós, consumidores-geradores, estaremos produzindo parte da energia que usamos em casa, sem precisarmos trazê-la de uma hidrelétrica situada na fronteira com o Paraguai…

Atualmente, temos mais de 5 mil unidades próprias de geração de energia no Brasil, a maioria delas produzindo energia solar. Em 2024, este número deve bater 1,2 milhão de unidades. Quem duvida?