Internet das Coisas: a casa dos Jetsons já é realidade

Há um tempo estamos ouvindo um grande burburinho sobre Internet das Coisas ou IoT (sigla em inglês para Internet of Things). A promessa dessa nova fase da revolução tecnológica é a conexão de dispositivos eletrônicos à internet e entre si. A smart tv é apenas um dos exemplos mais próximos de onde a internet das coisas está sendo aplicada no dia a dia.

No entanto, outros eletrodomésticos e eletro portáteis tendem a utilizar num futuro bem próximo esse tipo de conectividade de forma massiva. Em muitas indústrias a IoT já é uma realidade utilizada para trazer mais produtividade. A nova onda de conexão com a internet vai mudar a forma como lidamos com as coisas sem ao menos percebermos. Neste artigo, o papelada explica de onde veio a Internet das Coisas e aonde ela nos levará.  

A ideia de conectar o mundo físico ao digital não é nova e em 1991 estudiosos já discutiam sobre essa possibilidade. Mas foi em 1999 que o pesquisador inglês, Kevin Ashton, do consagrado Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) cunhou o termo “Internet das Coisas”.

De lá pra cá, essa evolução foi rápida e mal dá para imaginar como seria nossa vida sem um celular conectado. As projeções para os próximos anos mostram que os investimentos em projetos de Internet das Coisas serão pesados. A consultoria IDC fez uma projeção e estimou que até 2020 o Brasil vai movimentar cerca de US$ 13 bilhões no ecossistema de IoT. Essa cifra mostra não só o potencial desse mercado, mas aponta uma tendência na indústria da manufatura que já deve contemplar a conexão com internet na linha de produção.

A Internet das Coisas hoje

O conceito de casa inteligente usando a Internet das Coisas nos faz acreditar que aquela casa do desenho animado Jetsons já é uma realidade.(Custa caro, mas já está aí!). Por exemplo: é possível temperatura de ambientes de acordo com a previsão do tempo, diminuindo ou aumentando a potência do ar-condicionado por meio de sensores integrados ao sistema de refrigeração. Além da comodidade, esse sistema da Nest prevê uma economia de energia de até 30%. De olho no potencial mercado de IoT, o Google arrematou a Nest por $ 3,2 bilhões 

Outras empresas já trabalham em produtos similares integrando a internet para oferecer o controle à distância de aparelhos eletrônicos e lâmpadas. Vamos supor que você não lembra se apagou todas as luzes de casa. Do celular, além de checar se estão acesas, você pode apagar a luz de algum cômodo. E se você está no trabalho e quer saber como está o seu bebê, basta ligar o celular para ver além de imagens, informações sobre temperatura, movimentos bruscos e quedas. Já há uma solução nacional para isso, desenvolvida por uma start up, o BabyHug , que coleta todos os dados e envia para os celulares dos pais, em tempo real, por meio de um aplicativo.

Acessórios também já utilizam IoT. O Tênis IOFIT foi criado para melhorar a performance de quem joga golfe. Quando conectado ao smartphone mostra uma série de dados sobre os movimentos analisa seu centro de gravidade para promover feedbacks sobre sua postura no golfe.

Para fechar nossa conversa, indicamos esse vídeo simpático do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto br (NIC.br) que conta a história da internet, antes mesmo da Internet das Coisas. Vale a pena conferir para entender como foi rápida a evolução da tecnologia da conectividade.