Futuro do dinheiro: 4 tendências que estão mudando nossa relação com o vil metal

Como será o futuro do dinheiro? O dinheiro vivo vai acabar? Como a tecnologia e a inovação vão mudar a forma de usar o dinheiro? Já parou para pensar nisso? O papelada sim! Fomos atrás de algumas tendências para entender melhor até que ponto essas transformações digitais vão moldar o futuro do dinheiro. Algumas parecem distantes, outras já fazem parte do nosso presente mas com grande potencial de crescer e se tornar algo corriqueiro. Vem com a gente nessa viagem para o futuro do dinheiro.

Pagamento via celular

O pagamento de compras e serviços via celular funciona assim: o seu smartphone se comunica com outros terminais de pagamento para fazer a transação financeira, seja por aproximação de dispositivos como a tecnologia Near Field Communication (NFC) ou ainda via SMS, QR Code ou Carteira Digital. É mais um exemplo de Internet das Coisas (IoT), assunto que já exploramos por aqui

Gigantes como Apple, Google (dona do Android) estão trabalhando em suas versões de suas tecnologias de pagamento. O Apple Pay, por exemplo, está se expandindo em ritmo moderado e só deve chegar ao Brasil no ano que vem, o que ainda não foi confirmado pela empresa. A previsão da Apple é finalizar 2017 com a tecnologia funcionando em 20 países.

A Samsung já disponibiliza o pagamento via celular em quase todos os aparelhos. Para ter esse benefício o usuário deve cadastrar seu cartão de crédito no sistema.

Se você quiser testar outro modelo, já é possível pela PayPal que disponibiliza a tecnologia

O interessante é que esse meio de pagamento tem se popularizado em alguns países pouco desenvolvidos. No Quênia, pagamentos via mobile já superam os cartões de crédito. E na Somália, um dos países mais pobres do mundo, a população usa o celular para pagar quase tudo e até mesmo para receber salário. Como o xelim, moeda corrente somali, sofre com a desvalorização a população encontrou nesse meio de pagamento a saída para fugir dos bancos e suas taxas.

A tendência é que o pagamento via celular se popularize à medida que a segurança de dados aumente, já que a maioria desses sistemas não tem uma rede bancária por trás, o que ainda gera insegurança e menos estrutura para expandir o serviço.

Pagamentos com wearables

Wearables, esse nome estranho, são apenas tecnologias de vestir. Pulseiras, relógios, óculos, roupas, tênis podem se  conectar a celulares ou outros dispositivos com objetivo de enviar informações sobre o usuário, como número de passos, batimentos cardíacos, horas de sono etc.

A novidade é que agora também é possível fazer pagamentos com os wearables. Em 2016, pouco antes dos Jogos olímpicos, Visa e Bradesco lançaram sua versão da pulseira para pagamentos via NFC, válida para débitos. As startups também estão investindo forte na tecnologia. A Trigg, fintech que oferece cartão de crédito digital com cashback, acabou de lançar o seu wearable. 

A Atar Band é um outro exemplo de pulseira para pagamento, com a diferença de não precisar de um cartão de crédito atrelado a ela. Apesar de a pulseira se conectar por aproximação com a máquina de cartão, o usuário precisa efetuar créditos mensais para fazer seus pagamentos. É a mesma lógica do cartão de débito. Segundo a empresa, 85% das maquininhas no Brasil são compatíveis com a Atar Band.

Crescimento das criptomoedas

Inspirados pelo bitcoin, uma moeda genuinamente digital gerada por códigos criptográficos e sem vínculos com nenhum órgão financeiro, outras moedas similares estão “pipocando” por aí como o Ethereum, Stratis, Ripple e Siacoin.

Esse tipo de dinheiro permite que a transação financeira aconteça diretamente entre duas partes (peer-to-peer), comprador e vendedor, por exemplo. As opiniões sobre as criptomoedas são as mais diversas. Há quem diga que em poucos anos o uso será massivo. Outros condenam a falta de controle ou regulação dessas moedas. O fato é que elas estão aí e seu uso vem crescendo. Se quiser se aprofundar sobre como funciona o bitcoin, dá uma olhada nesse artigo.

Serviços financeiros totalmente digitais

A tendência é que cada vez mais os serviços financeiros sejam oferecidos de forma digital.

As grandes instituições financeiras já vinham fazendo isso porém o boom das fintechs impulsionou esse movimento. Transferir ou investir recursos, tomar empréstimos e organizar o dinheiro. Para tudo isso tem um app com custo zero ou bem reduzido. Esse cenário tem desafiado os grandes bancos que precisam buscas alternativas para não perder clientes.

Quem quer investir, por exemplo, pode recorrer a uma gestora online. Para aqueles que precisam tomar um empréstimo, fazer isso pela internet pode ser uma ótima opção para evitar juros mais elevados. E aqui a gente explica essa sacada.

Já para receber seus boletos e faturas, organizar e pagar suas contas, acompanhar gastos é só baixar nosso app.  

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Mas o dinheiro em papel vai morrer?

Essa é a pergunta que não quer calar depois desse banho de tecnologia. Mas o futuro do dinheiro ainda reserva uma boa estrada para o dinheiro vivo, afinal as cédulas em papel continuam sendo o modelo mais simples e democrático. Qualquer um pode ter umas notas no bolso. E essa sensação ainda parece ótima. Concorda? Ou já desapegou das notas?