Prazer, sou o robo-advisor e vou te ajudar a investir!

O assunto de hoje é o robo-advisor (que, em português, podemos chamar de robô conselheiro). Se você já está se perguntando do que se trata, vamos direto ao ponto: é um robô programado para escolher os melhores investimentos para uma pessoa a partir de seu perfil, objetivos, estilo de vida e sua predisposição a assumir mais ou menos riscos para aumentar os ganhos sob uma quantia de dinheiro que tenha sido destinada aos investimentos.

O jeito tradicional de turbinar os recursos que temos guardados é através do nosso banco. Sentamos diante do nosso gerente e falamos a ele quase as mesmas coisas que o robo-advisor nos pergunta, só que através de um questionário online ou mesmo num app. Depois disso, o gerente do banco nos apresenta um plano de investimentos. O robo-advisor também. Imediatamente vem a pergunta: qual a diferença então? Ah, meu caro leitor, são várias.

O primeiro fator  a destacar é o uso intensivo da tecnologia, que, aliás, é um ponto em comum a todas as fintechs, como vimos nesse texto aqui, lembra? Além da interação com as empresas que oferecem esse tipo de serviço ser totalmente digital, o robo-advisor é pura tecnologia – através de algoritmos matemáticos ele rastreia as opções em real time e entrega uma estratégia de gestão que leva em conta a teoria, a flutuação das taxas de retorno e o perfil do investidor. 

Outro ponto é uma maior autonomia do robo-advisor em relação às escolhas. Quem nunca comprou um produto do banco para ajudar o gerente a bater a meta? Isto quer dizer que o profissional tem lá suas metas e pode tender a fazer escolhas de investimento que as levem em consideração.

Adicionalmente, com o ganho de escala proporcionado pelo robo-advisor é possível baixar o limite inicial de investimento, para mais gente se beneficiar do serviço. Uma das gestoras que atuam nesse formato no Brasil, a Warren, permite iniciar um plano de investimento a partir de R$ 100,00.

Com a agilidade e a redução de custos que a tecnologia possibilita as gestoras de ativos on-line também conseguem cobrar taxas menores por suas entregas: enquanto bancos e corretoras cobram em torno de 3%, as empresas dos robo-advisors cobram menos de 1%.

Além de tudo isso, as gestoras on-line levantam uma bandeira bacana: simplificam a comunicação com os clientes. Enquanto as instituições tradicionais falam em termos complicados, o pessoal das fintechs quer empoderar o consumidor e, para isso, fazem tudo de um jeito mais fácil. Gaste alguns minutinhos e entre nos sites da Vérios, da Magnetis e da Warren, por exemplo, e veja o que você acha. Se vocÊ quiser se aprofundar um pouco mais nesse universo, a Revista Capital Aberto, publicou uma matéria super completa sobre o assunto na edição de Março/Abril. Espia lá!