Trabalhar em uma startup

O número de startups no Brasil aumenta ano a ano. A consequência natural é o crescente número de oportunidades para profissionais desenvolverem a carreira dentro dessas jovens empresas, de natureza inovadora e que estão mudando a forma fazer negócio. As startups operam num modelo de negócio diferente do convencional, com ambientes mais descontraídos, colaborativos e flexíveis para os colaboradores. Para mostrar as principais características desse novo ambiente de trabalho e como se preparar para concorrer a uma vaga, o papelada ouviu a Volto Sempre e a Gama Academy, além de ter consultado nosso pessoal. 😉

Trabalhar em uma startup pode ser uma experiência profissional e tanto não só para quem está iniciando a carreira, mas também para aqueles que querem dar uma guinada profissional, apostando algumas fichas no empreendedorismo. Diferente de uma empresa que já está estabelecida e possui uma linha de negócios, a startup tem como missão “criar um novo produto ou serviço em condições de extrema incerteza”, segundo definição de Eric Ries, autor do best-seller Startup Enxuta.

Para inovar, as startups estão inseridas num ecossistema em que as estruturas são menos rígidas e convencionais, possibilitando mais flexibilidade e margem para criar. Se o negócio der certo, a chance de ter um salto na carreira é grande. Essas são algumas das características que os profissionais que querem trabalhar em uma startup mais almejam. Confira outras abaixo e veja se você topa esse desafio para a sua carreira:

 

Ambiente  

O ambiente de trabalho em uma startup tende a ser mais descontraído, já que o modelo de negócio prioriza espaços colaborativos para que todos tenham a oportunidade de se envolver nos projetos e decisões.

Para Raquel Campos, diretora de negócios da Volto Sempre, startup que atua na área de programas de fidelidade, esse modelo colaborativo é uma das principais vantagens de fazer parte de uma startup. A estrutura oferece a oportunidade de trocar conhecimento e favorece o desenvolvimento de habilidades que vão além da área de atuação de colaborador.

Mas não confunda ambiente descolado com desleixo! Raquel alerta que, apesar da descontração, é importante saber quando um certo nível de formalidade cai bem. Por exemplo, numa conversa com possíveis investidores.

Gestão

A estrutura de gestão horizontalizada onde prevalece o gerenciamento colaborativo é outro grande diferencial das startups. O modelo contrapõe a gestão vertical com muitos níveis hierárquicos ainda bastante comum em grandes empresas convencionais.

Tatiana Moraes, COO do papelada confirma essa característica. “Em uma startup não existe ego, a gente faz de tudo quando precisa. Eu sou a sócia responsável pela parte da operação, mas se precisar fazer um pitch eu faço. Temos de estar dispostos a aprender todo dia”, conta Tatiana.

Carreira

Se engana quem pensa que startups oferecem oportunidades somente para jovens que estão iniciando a carreira. Profissionais com mais tempo de mercado e, acima de tudo, atitude empreendedora têm muito a oferecer para startups. Raquel Campos da Volto Sempre explica que esses profissionais em muitos casos encontram nas startups a oportunidade para experimentar e colocar em prática aquelas ideias engavetadas.

Um atrativo para o pessoal mais jovem (que são mais imediatistas por natureza) é a chance de alcançar posições de liderança num ritmo mais acelerado do que em uma empresa tradicional.

Salário

A faixa salarial, sobretudo nas startups que estão no início, não são altas. Para contrapor essa desvantagem em relação ao mercado, é muito comum que startups oferecem participação nos lucros ou ainda ganho progressivo cada vez que o negócio avança.

Capacitação

Se você chegou até esse trecho da leitura, já deve ter percebido o ambiente de startups é bastante plural. Sendo assim, a formação do profissional que quer trabalhar em uma startup deve seguir esse compasso. Como o ecossistema de startups está muito ligado a tecnologia, os novos e os profissionais mais experientes buscam se atualizar nessa área de conhecimento.

Com foco nesta oportunidade nasceu a Gama Academy, uma escola de transformação digital que se especializou em programas educacionais para profissionais que querem ingressar em startups ou no mercado digital. A escola oferece capacitação nas áreas de programação, design, marketing e vendas em quatro unidades: Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis.

Jessica Martins, head de expansão da Gama reforça a importância de conhecer e entender as novas ferramentas num cenário em que tudo muda muito rápido. Estar preparado significa buscar conhecimento atualizado com mais frequência.

O portal startse oferece diversos materiais didáticos que ajudam a aprofundar no conceito de startup.

Este e-book tem dicas para quem quer encontrar vagas em startups.

É preciso ser resiliente

Apesar dos atrativos que listamos, trabalhar em uma startup exige muita dedicação e comprometimento. Raquel Campos da Volto Sempre afirma que é mito achar que em uma startup trabalha-se menos. Para ela, é preciso ter uma dose extra de sangue frio e resiliência para lidar com as oscilações e riscos de um empreendimento que está em fase de desenvolvimento.

Para finalizar, muitos empreendedores e consultores em negócios reforçam que uma startup não é uma versão menor de uma grande empresa. O foco deve ser criar e tornar viável algo novo, seja produto ou serviço, experimentando modelos de negócio não convencionais. Tanto para quem deseja empreender, como para quem quer trabalhar em uma startup, é importante não diluir essa essência ao longo da jornada.